segunda-feira, 28 de março de 2011

Tenho matado de tempos em tempos esse amor que se regenera habilidosamente às escuras sem ruído nem um pio. É que matar dói, disse ao doutor, assim baixinho. Em silêncio vai moendo, moendo miserável o nó que dá. O dia vira duas noites revira o outrora nas entranhas do agora. Moendo, moendo homicídio culposo do amor. 

terça-feira, 15 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011


Tenho estado incrivelmente sozinha em mim. Tenho tentado escrever o mundo que existe além dos meus olhos ora claros, ora nublados de cinza e água. Tenho dito frases pela metade de sentidos controversos. Tenho o silêncio beirando o desespero introvertido, intravenoso. Tenho tido tempo e espaço para minhas próprias rimas embora no pensamento sequer solto a poesia. 
Tenho metido os pés na rua e as mãos na lua. Tenho dado motivos, despertado sentidos outrora adormecidos e tenho sentido. Tenho sentido muito.