Sou um tipo de andarilha do início desse século. Não que eu gaste toda sola de sapato cruzando os cantos destes oceanos, mas tô sempre andando sozinha de um canto pro outro, às vezes no interior, outras praias, ilhas, mato, esses cantos...é como se eu estivesse obrigatoriamente na posição de observadora dos espaços, das coisas todas que existem aqui, ali, mas como estou sempre sozinha sou eu a observada.
Os animais o tempo todo se arranjam em duplas, famílias, bandos, e eu ímpar, andando só com as coisas que passam pela cabeça. É como um modo de me ocupar enquanto só.
Só não sei até quando esta ideia de observar o teatro dos fantoches de carne vai me animar.
A foto é minha, a jangada não, a praia é de Pernambuco.